GERENCIAMENTO DE CRISES

Crise

Evento ou situação crucial, e não rotineira que exige uma resposta especial da Polícia, a fim de assegurar uma solução aceitável (Academia Nacional do FBI).

  • Envolve dificuldades agudas e perigos que requerem decisões críticas.
  • Mudança brusca que se produz no estado de coisas (status quo), com teor manifestamente violento, repentino e breve.
  • Momento perigoso ou difícil de um processo do qual deve emergir uma solução.

Características da Crise

  1. Imprevisibilidade (surpresa para o nível decisório)
  2. Ameaças a metas de alta prioridade;
  3. Ameaças a interesses vitais;
  4. Compressão de tempo;
  5. Ameaça de vida;
  6. Necessidade de: a. Postura organizacional não rotineira; b. Planejamento analítico especial e capacidade de implementação; c. Considerações legais especiais.

Gerenciamento de Crise

Processo de identificar, obter e aplicar recursos necessários à antecipação, prevenção e resolução de uma crise. (Academia Nacional do FBI). Tem como objetivo a preservação de vidas e a aplicação da lei.

Critério para Tomada de Decisões em Gerenciamento de Crise

  • Necessidade: Identificar e conhecer quais ações são de fato necessárias para reduzir os impactos imediatos de uma crise e trazer de volta a normalidade do ambiente.
  • Validade do Risco: Avaliação correta dos riscos, compreendendo a probabilidade de eventos indesejados adicionais e suas possíveis consequências.
  • Aceitabilidade: As decisões precisam ser transparentes e aceitáveis para todas as partes interessadas (opinião pública, autoridades, clientes, familiares etc).

Graus de Risco em um Evento Crítico

  1. 1º Grau (alto risco): Causador da crise possui armas de pouco poder letal e não submete pessoas como reféns.
  2. 2º Grau (altíssimo risco): Causador da crise possui armas de médio poder letal e/ou toma reféns.
  3. 3º Grau (ameaça extraordinária): Causadores da crise são terroristas, motivados por política, ideologia ou religião. Querem publicidade, muito dinheiro ou desmoralizar o governo. São pessoas bem treinadas, bem armadas e com objetivos bem definidos.
  4. 4º Grau (ameaça exótica): Causador da crise age normalmente sozinho, é extremamente delicado e possui conhecimentos de áreas específicas das quais a polícia normalmente não dispõe.

Níveis de Resposta para o Evento Crítico

  1. Nível 1: Guarnições normais de área poderão atender a ocorrência.
  2. Nível 2: Guarnições normais com apoio de guarnições especiais da Unidade de área.
  3. Nível 3: As guarnições especiais de área não conseguiram solucionar, pede-se apoio da equipe especial da maior autoridade.
  4. Nível 4: A equipe especial é empregada com auxílio de equipe de profissionais de áreas específicas.

Medidas a Serem Tomadas

  • Conter a crise, evitando que a crise se alastre.
  • Evitar condições favoráveis para os causadores da crise (acesso a armamento, posições guarnecidas).
  • Isolar o ponto crítico, interrompendo todo e qualquer contato dos causadores da crise e reféns com o exterior.
  • Iniciar negociações.

Perímetros Táticos

  • Interno: Espaço onde se encontra(m) o(s) causador(es) da crise e refém(ns). Destinado às ações dos negociadores e grupo tático.
  • Externo: Espaço onde vão concentrar-se as pessoas que desempenham um papel específico no processo de gerenciamento de crise (posto de comando, equipe de inteligência, equipe de apoio técnico, apoio operacional e autoridades que compõem o plano político e técnico não-policial).

Alternativas Táticas

  • Negociação: Processo de convencimento de rendição do causador da crise por meios pacíficos. O negociador busca estabelecer um consenso entre as exigências do causador da crise e a postura das autoridades, na busca de uma solução aceitável.
  • Agentes Químicos: Equipamentos não letais é um conjunto de métodos utilizados para resolver um conflito, preservando a vida.
  • Sniper/Tiro de Comprometimento: Efetuada por policial habilitado para disparos de tiro de precisão. Utiliza-se armamento de longo alcance, mantendo-se o atirador em local estratégico.
  • Assalto Tático: É o avanço e a invasão da equipe tática no ponto crítico para resgate do refém.

Fenômenos de Interações Psicossociais que Podem Ocorrer em uma Crise

  • Síndrome de Estocolmo: Relacionamento afetivo entre o sequestrador e o refém. Quando instalada, é quase impossível que algum dos reféns venha a ser executado.
  • Síndrome de Londres: Quando um refém desafia a autoridade do causador da crise, provocando antipatia neste. Pode resultar na morte do refém.
  • Suicide by Cop: Pessoas suicidas que farão algo provocativo para forçar a polícia a matá-los.